terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Novo plano de prevenção de desastres no Brasil


O plano de monitoramento, que será feito no país inteiro, demorará quatro anos para ser implementado. Segundo Aluizio Mercadante, há 800 áreas de risco com possibilidade de desabamento e inundações.

Atuação do governo na prevenção de desastres


O governo vai criar um centro nacional de prevenção de desastres, mapear todas as ocorrências graves de chuvas nos últimos 20 anos e reformular o sistema de alerta em áreas de risco.

Prevenção de Catástrofes




Nos Estados Unidos, o furacão Katrina deixou lições para o poder público. O programa mostra como Hong Kong, que tem a topografia parecida com a da Serra do Mar, venceu o problema das enchentes.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Arca de Noé -The Ark Project - ПРОЕКТ "КОВЧЕГ"

Arca de Noé. Foto: www.terra.com.br
 

Construção poderia até flutuar - Casa e hotel contra desastres naturais


Texto: www.terra.com.br 
Foto: Remistudio/Divulgação
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Arquitetos russos projetaram um prédio considerado por eles ecologicamente autossustentável e que, ainda por cima, é capaz de resistir à maioria dos desastres naturais. Segundo os arquitetos, a estrutura seria utilizada principalmente como moradia e como hotel.

O Projeto Arca, como é chamado, foi concebido pela empresa Remistudio com o apoio do programa Arquitetura de Auxílio contra Desastres da União Internacional de Arquitetos, pensado especialmente como solução para catástrofes.

Principais características
A Arca pode resistir a maremotos, terremotos, furacões e outros desastres naturais. Ainda por cima, durante um desses momentos extremos, o prédio pode se autosustentar.

A construção em forma de concha, com arcos e cabos, permite a melhor distribuição do peso, por isso a resistência a terremotos. Já o ambiente de estufa tem uma grande vegetação que ajudaria na qualidade do ar e no fornecimento de alimento. O projeto utiliza painéis solares para a captação de energia e um sistema de coleta de água pluvial para o abastecimento de água.

Por causa da estrutura transparente, a luz é filtrada através de salas internas para reduzir a necessidade de iluminação. O quadro é coberto por uma película especial feito de Etil tetrafluoretileno (ETFE). Trata-se de uma película altamente transparente forte, autolimpante, reciclável, mais durável, mais econômica e mais leve que o vidro. A solidez estrutural é fornecida pelo comportamento de compressão dos arcos de madeira e da tensão das cordas de aço.


 Fonte: Remistudio.


The design work is related to the theme - Environment 
Text: REMISTUDIO.

Main use: hotel, housing.
Site area: 4500 m2.
Building floor area: 2900 m2.
Total floor area: 14 000 m2.
Keywords: Sustainable technologies, Natural Disaster Prevention.
 


For architecture two aspects are of higher concern: the first one is maintenance of security and precautions against extreme environmental conditions and climate changes. The second one – protection of natural environment from human activities. The Ark project makes an attempt to answer these challenges of our Time. The Ark project was designed on the basis of international experience received from the UIA Work Program “Architecture for Disasters Relief” and according to the concept of a bioclimatic house with independent life support sources. In such buildings provision is made for an independent life support system including elements ensuring a closed functioning cycle.

The structural solidity is provided by compression behavior of the timber arches and tension behavior of the steel ropes. The framework is covered by a special foil made of Ethyl TetraFluoroEthylene (ETFE). It is a strong highly transparent foil, self-cleaning, recyclable, more durable, more economical and lighter than glass. The foil itself is fixed to the framework by special metal profiles, which serve at the same time as solar collectors for water heating and as gutters intended for collecting rainwater from the roof surface.
It’s a cupola building with a central bearing in a form of a tube with all engineering communications passing inside it. Such a form permits to attain an optimum relationship between the building’s volume and its outer surface, which gives a substantial saving of materials and produces effective energy usage. Prefabricated frame permits to erect such buildings quickly.

The building makes a single energy system. The form of the cupola assists to create an air-eddy at the outer surface around the central bearing, where the wind power generator and tornado generator are placed. The form of the building is convenient for placing on it the photoelectric cells at a necessary angle to the Sun. The form of the cupola assists to agglomeration of the warmed air in the upper part. This heat is collected in seasonal heat accumulators, in electric and hydrogen accumulators, in order to provide an uninterrupted energy supply for the whole complex in spite of the outer environment conditions. The heat from surrounding environment – the outer air, water or ground – is also used. The building can produce extra power for supplying adjacent houses and “green” transport means.

The building could be constructed in different climatic zones and in seismically dangerous regions, because the structure of the basement represents a shell without any ledges or angles. A stressed structure of arches and ropes permits to distribute load along the whole bulk in case of earthquake.
The structure of the building permits it to float in case of water leveling up in the World Ocean, to keep afloat and exist autonomously on the surface of the water. All the wastes are utilized inside the building by methods of explosion boiling up and oxygen-free pyrolysis.


Planting of greenery – that’s the next step in creating a bioclimatic building. All the plants are chosen according to principles of compatibility, illumination and efficiency of oxygen producing, as well as with the aim of creating an attractive and comfort space. The triple height illuminated space permits to create well-lit places at any time of day. Through the transparent roof there is enough light penetrating for plants and for illuminating the inner rooms. The balconies serve as a way of communication and a recreation place. The building has free lay-out and might easily be adapted to different functions as the time goes.  

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cidades Inovadoras - Curitiba


Em Curitiba, representantes de diversos países apresentaram saídas para problemas de grandes centros urbanos, na Conferência Internacional das Cidades Inovadoras.

Fonte: globo.com (31.03.2010)

VLT Brasil e França

No Ceará, o primeiro VLT do Brasil liga duas cidades do Ceará, no sertão do Cariri. Na França, o VLT tem 44 metros e capacidade para mais de 300 pessoas, três vezes mais do que comporta um ônibus. Fonte: Globo.com


Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)

É um pequeno trem urbano, geralmente movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de "bonde" moderno tornando-se alternativa de transportes em cidades como Campinas, Maceió e Recife ou entre cidades de médio porte como o Trem do Cariri entre Crato e Juazeiro do Norte, e Arapiraca. Natal possui um projeto de VLT para a Copa do Mundo de 2014, já que a cidade foi uma das candidatas a sub-sede do evento. Salvador também possui um projeto de VLT, no qual o atual sistema de trens suburbanos seria adaptado e convertido num sistema de VLT, para futuramente se integrar com o sistema de metrô da cidade, Também João Pessoa possui um projeto para implantar um VLT. Todavia, a única cidade com projeto em fase execução até agora é Brasília.

Fonte: Wikipédia. 


sábado, 25 de dezembro de 2010

BIG - Bjarke Ingels Group , 8 House, Copenhague - Dinamarca [København - Danmark]

Edifício multiuso na Dinamarca tem cobertura verde em aclive, que permite aos usuários pedalarem do térreo até o 11° pavimento




Texto de Fabio de Paula
Fotografias: Revista Projeto
Publicada originalmente no ARCOWEB
Dezembro de 2010


Construído à beira do canal de Copenhague, na Dinamarca, o 8 House é um condomínio multiuso projetado pelo celebrado escritório de arquitetura dinamarquês BIG. Sua volumetria em aclive permite que moradores e transeuntes circulem desde o nível térreo até a cobertura, de bicicleta ou a pé, por imensas rampas ajardinadas e ruas internas que acompanham os terraços dos apartamentos.



O subúrbio de Ørestad, no extremo sul de de Copenhague, é a principal vitrine dos projetos residenciais do estúdio BIG. É naquela região plana, delineada por vegetação rasteira e canais navegáveis, que foram construídos os principais edifícios projetados pelo escritório liderado por Bjarke Ingels, arquiteto de 38 anos que recebeu o European Prize for Architecture em 2010, e é considerado um dos principais representantes da nova geração de arquitetos europeus.

Entre estas construções está o 8 House, maior empreendimento imobiliário da história da Dinamarca, cuja construção iniciada em 2006, foi concluída em setembro de 2010. O edifício caracteriza-se por uma sobreposição de usos e tipologias que estimula o convívio e não segue o padrão arquitetônico de um típico condomínio vertical.





"Em vez de um objeto arquitetônico comum, o 8 House é um bairro tridimensional, uma comunidade de casas geminadas que se estende ao longo de um imenso bloco retorcido, desde o nível da rua até o topo", explica Ingels.

Visto do topo, o edifício tem o formato de um oito - daí o nome do projeto. Graças a este desenho, que também se assemelha ao de uma gravata borboleta, criam-se dois pátios internos distintos: um deles, voltado a oeste, com caráter privativo, e outro voltado ao leste, conectado ao canal. No centro do perímetro estão as áreas de uso comum como a portaria e a lavanderia, e, no nível térreo, um corredor de nove metros de comprimento que interliga os dois jardins.

Ao redor dos pátios, distribuem-se os 61 mil metros quadrados de área construída do complexo. Para otimizar a circulação dentro desse bloco, os arquitetos separaram os usos horizontalmente, de modo que os escritórios ocupam a torre norte e as lojas distribuem-se pelo nível térreo, tanto para as calçadas externas quanto para o pátio oeste.

Os andares superiores são exclusivamente residenciais, com unidades habitacionais que variam de 65 a 144 metros quadrados e contam com layouts planejados para três diferentes fases da vida: jovens solteiros, casais com filhos ou idosos.

"A combinação de usos permite que atividades individuais aconteçam nos locais mais adequados para cada uma delas - o comércio voltado para a rua, os escritórios voltados para a suave luz do norte, e os apartamentos banhados pelo sol abundante das demais fachadas, de onde descortinam-se vistas espetaculares para o entorno", explica Ingels.

Mas o que melhor distingue o 8 House de outros condomínios multiuso são seus dois telhados verdes e inclinados com área total de 1,7 mil metros quadrados. Estrategicamente posicionados para reduzir o efeito de ilha de calor e definir a identidade visual do projeto, eles tem inclinação suficiente para que os moradores possam caminhar sobre eles.

Dessa forma, os arquitetos projetaram ao lado de toda sua extensão um caminho público que se conecta aos corredores que acompanham os terraços dos apartamentos. A solução oferece a possibilidade de andar de bicicleta ou a pé por todo o perímetro do condomínio, desde o nível da rua até o 11° e último andar, criando em cada andar um ambiente próprio de vizinhança, com calçadas, jardins e portões.

"Apostamos em uma arquitetura criativa e experimental, que procura surpreender e convidar os usuários para um estilo de vida baseado em um senso de comunidade. Instalamos os espaços de convívio no topo do edifício de modo que os jardins, as árvores e a circulação induzem os usuários a seguir até o telhado verde. No último pavimento, onze andares acima, esses espaços compartilhados culminam em um terraço ajardinado de onde se pode apreciar a vista da incrível natureza que caracteriza o entorno", conclui o arquiteto.
Fotos e Texto: REVISTA PROJETO.